Por que falar disso todo ano
O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres no Brasil, sem contar os tumores de pele não melanoma. Ele pode aparecer em qualquer idade, mas fica mais comum depois dos 50 anos. A melhor forma de mudar a história da doença é encontrá-la cedo: por isso o acompanhamento regular importa tanto quanto prestar atenção ao próprio corpo.
Conheça o seu corpo
Olhar e tocar as mamas no dia a dia, sem técnica especial, ajuda a perceber quando alguma coisa mudou. Esse hábito não substitui os exames nem a consulta: ele serve para você procurar avaliação mais cedo se notar uma diferença.
Sinais que pedem avaliação médica
- nódulo (caroço) na mama, geralmente endurecido e sem dor;
- pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
- alterações no bico do peito (mamilo), como retração;
- pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
- saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.
Esses sinais nem sempre significam câncer, mas precisam ser avaliados por um médico, em qualquer idade.
Mamografia: quem deve fazer e quando
A mamografia é o exame de rastreamento do câncer de mama: ela procura alterações antes que elas possam ser sentidas. As recomendações atuais no Brasil são:
- Ministério da Saúde (desde outubro de 2025): mulheres de 50 a 74 anos fazem a mamografia a cada dois anos. De 40 a 49 anos, o exame pode ser feito mesmo sem sintomas, em decisão conjunta com o profissional de saúde.
- Sociedades médicas (Sociedade Brasileira de Mastologia, Colégio Brasileiro de Radiologia e Febrasgo): mamografia anual a partir dos 40 anos.
- Histórico familiar de câncer de mama ou de ovário pede uma conversa com o médico, que pode indicar o acompanhamento mais cedo.
Quem define o seu intervalo é o seu médico, considerando a sua idade e o seu histórico.
Ultrassonografia mamária: quando ela entra
A ultrassonografia mamária é um exame de imagem que não usa radiação e mostra o tecido da mama em detalhe. O médico costuma pedir esse exame para:
- complementar a mamografia, principalmente em mamas mais densas;
- investigar um nódulo percebido no toque ou uma alteração vista na mamografia;
- avaliar uma queixa em mulheres mais jovens e em gestantes.
Ela não substitui a mamografia no rastreamento: os dois exames se completam, e quem indica cada um é o médico.
Esse cuidado, aqui em Remanso
Consulta ginecológica com a Dra. Isadora Sadigursky — Ginecologia e Ultrassonografia · CRM-BA 10028 | RQE 6898.
Ultrassonografia mamária feita no próprio hospital, com pedido médico.
Laboratório de análises clínicas próprio, para os exames que o seu médico pedir.
Se a mamografia for indicada, o seu médico faz o pedido e orienta onde realizar.
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Fontes
- Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de mama: sinais e sintomas, detecção precoce.
- Ministério da Saúde. Ampliação da mamografia no SUS para mulheres de 40 a 49 anos e rastreamento até os 74 anos (2025).
- Urban LABD et al. Recomendações do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, da Sociedade Brasileira de Mastologia e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia para o rastreamento do câncer de mama no Brasil. Radiologia Brasileira, 2023.